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Apocalipse 11:19
Então se abriu no céu o templo de Deus, e dentro do templo foi vista a arca de sua aliança.
Símbolos são usados para identificar e demarcar coisas. Na região da campanha na América do Sul, o chimarrão e o tereré são símbolos de tradição e cultura. O Paraná tem a araucária como símbolo, enquanto no Rio Grande do Sul, a marca é a vestimenta típica e o bom churrasco com fogo de chão. Dessa forma, cada lugar tem sua marca registrada, como a bandeira, que identifica o município, estado e país, além de ligas e grupos formados. As famílias costumam ter como identidade o brasão, que geralmente traz a ideia da origem de cada sobrenome. Empresas e indústrias acabam se tornando conhecidas pela marca que constroem. Quem nunca foi ao mercado comprar um Bombril, achando que esse era o nome do produto, que na verdade é a palha de aço. São marcas, bandeiras e brasões, que constituem os símbolos de identificação.
Em Apocalipse 11, a palavra de Deus também lembra de uma marca. Ao compartilhar a visão das últimas coisas, João se depara com a cena do céu se abrindo e dentro desta fenda, a arca da aliança. Talvez para nossa cultura hoje, isso não signifique muita coisa, mas por séculos e até hoje, a arca da aliança é o símbolo da presença de Deus entre o povo judeu, a nação escolhida pelo Senhor para ser seu povo. A arca sempre foi o símbolo máximo da companhia de Deus entre os hebreus. Ela acompanhou Israel durante os quarenta anos de peregrinação no deserto. Enquanto a arca estivesse com o povo, ninguém prevalecia diante deles. A santidade que ela transmitia era tamanha, que até o simples tocar nela, poderia ser um gesto fatal, como aconteceu a Uzias, quando tentou segurar a arca com as mãos e pagou com sua vida. Era o símbolo de pureza, em meio a uma nação impura e pecaminosa.
Atualmente, temos a Bíblia Sagrada como um sinal da presença de Deus entre nós. Seus escritos são vida para quem os coloca em prática. Os templos e capelas, são hoje a personificação da casa de Deus, embora o Senhor nunca residiu e nem residirá em casas feitas por mãos humanas. Contudo, a forma como tratamos estes lugares, determina a dimensão de nosso respeito e temor ao Senhor. A irreverência e a forma torpe com a qual tratamos ao Senhor e administramos nossa comunhão com Deus, determina o tamanho do amor e temor que devotamos ao Senhor.
O desafio de hoje é refletir sobre os símbolos maiores da presença de Deus. A palavra de Deus está intimamente inserida no nosso convívio diário? Os templos, que representam a morada do Senhor, têm zelo e cuidado necessário? Quando uma marca, um símbolo ou uma bandeira se torna irrelevante na minha vida, é por que isso não me representa mais. Neste caso, a partir da palavra de Deus e da vida comunitária nos templos, o Senhor ainda te representa?
Pr. Marcos Langer
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