Números 28:31
Preparem esses holocaustos adicionais, junto com suas ofertas e cuidem para que todos os animais sejam sem defeito.

Dar e receber presentes faz parte da cultura humana desde seus primórdios. Seja em aniversários, datas especiais, como na Páscoa que acabamos de passar ou qualquer outra oportunidade, o presente sempre esteve presente na prática dos bons costumes. Inclusive, entre as principais linguagens do amor, dar e receber presentes figura como uma das formas como as pessoas praticam e aperfeiçoam o amor. Isso significa que presentear é muito mais do que um agrado, mas uma verdadeira manifestação de interesse pelas outras pessoas. O problema maior muitas vezes é que não se tem um critério bom e específico para a prática de presentear. Provavelmente você tenha algo guardado em sua casa que tenha ganhado de presente, mas apesar de se sentir lisonjeado por o receber, não tem o que fazer com ele.

Em Números 28, a palavra de Deus traz o assunto da oferta e dos sacrifícios que os hebreus ofereciam a Deus no deserto. Seguindo a regra e os costumes que foram instituídos através de Moisés, era prática regular levar um cordeiro de um ano de idade, sem defeitos até os sacerdotes para ser queimado sobre o altar, como oferta agradável ao Senhor. Esse animal inocente a ser sacrificado no altar pelo sacerdote e ter suas partes queimadas como um aroma de justificação, era a tipificação do sacrifício definitivo que um dia iria acontecer na cruz, pelo sacrifício de Jesus. Moisés lembra aos hebreus que esta oferta, esse presente ao Senhor, deveria ser acompanhada de outras ofertas e deveria ser um animal perfeito, sem machucados ou defeitos. Assim, se fez necessário um alerta para que não se agisse com ganância na hora de justificar seus próprios pecados.

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Deus conhece nosso coração e nossas intenções, melhor do que nós mesmos. A bíblia sagrada já nos lembra que antes mesmo da palavra vir à nossa boca, o Senhor já a conhecia. Mas, por mais que em sua soberania, Ele nos conheça bem, temos uma natureza pecadora e portanto, estamos propensos a pecar o tempo todo. Quando valorizamos a comunhão, abrimos a mão e ofertamos além do nosso habitual, de alguma forma acabamos sim, surpreendendo a Deus. Aquele gesto que vai além e o cuidado para doar do nosso melhor para ações que sejam remetidas ao Senhor, revelam de alguma forma um caráter voluntário e o desejo de agradar ao Pai.

O desafio de hoje é exercer essa prática. Entender que apesar do Senhor ser o dono do ouro e da prata, é sim meu compromisso dia após dia, surpreender meu Deus com uma vida dedicada e derramada diante do altar. O melhor do nosso tempo, o melhor dos nossos bens, podem e devem, de alguma forma, serem dedicados ao Senhor. Por mais que Jesus já tenha pago na cruz, de uma vez por todas, o preço pelo nosso pecado e rebeldia, temos um compromisso moral de agradecer e retribuir ao Pai por sua imensurável graça. Seu sacrifício diário a Deus tem sido na mesma proporção que Jesus o fez na cruz?

Pr. Marcos Langer

FONTE/CRÉDITOS: Pr. Marcos Langer